"O riso é a distância mais curta entre duas pessoas." (Víctor Hugo)

sexta-feira, outubro 27, 2006

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Aforismo
Ainda não é inverno, só outono, eu continuo sem sono nesta cama em que me deito, ás voltas com as palavras que por vezes são importantes, outras complacentes, capazes de fecundar sementes, mas enquanto isso, lá fora, a chuva bate forte na janela, e eu cá dentro refresco as ilusões e recordações da minha existência, e inevitavelmente lembro-me que continuo a ser ignorado, não me importo, passo a diante, e apercebo-me que estou sempre do lado de lá do meu pensamento, vejo apenas que passei inatingível pelas esquinas, e como tal limito-me a misturar as palavras para que percebam completamente o que eu de uma forma incompleta tento exprimir e não tenho outra forma de exprimir o prazer que me dá a minha ferocidade de viver, nem há no mundo o que valha esta alegria pela vida.
É um pensamento, que faz andar mais depressa dentro da minha inteligência, a fúria de todos os meus sentidos, onde incluo a inibição, as sensações e a imaginação.
R.R.

quarta-feira, outubro 25, 2006

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Lobster - Fast Seafood (2005)

A polícia faz um cordão de segurança à volta da zona onde jaz uma televisão escacada. Rapidamente os transeuntes se aproximam na ânsia de perceber o que se passa. O burburinho instala-se, sendo que a polícia tenta rapidamente dispersar a já considerável multidão.
– Não há nada p'ra ver, responde autoritariamente o polícia responsável.
– Se não há nada pra ver, por que tanta segurança? – pergunta um sujeito mais ousado.
As equipas de reportagem dos canais informativos chegam ao local esconso na ânsia de terem mais uma espectacular sessão informativa. Desenrolam-se cabos, instalam-se os materiais de cobertura exterior, desenvolvem-se diligências… A notícia vai se destapando… Primeiramente as sensacionalistas: «Segundo as autoridades, um grupo de revolucionários tentou provocar distúrbios junto do pacato bairro»; «Um grupo de fanáticos religiosos levou a cabo uma acção terrorista que visa destabilizar a população, segundo os últimos avanços»; «Foi uma brincadeira de crianças», adianta um jornalista descrente em que saia daquele cenário algo diferente… a cada camada da cebola é sempre igual à outra. Nada de novo…
De repente, a agitação torna a emergir… há um sónico marulhar de expressões atónitas. Descobre-se uma criança assustada no meio daquela confusão… Será que ela viu tudo, será que ela é o elemento-chave para deslindar o caso? Aos atropelos tenta-se sacar a vital informação, mas a criança encolhe-se mais na sua perplexidade. O tempo discorre e longa se torna a espera. Há os que desesperam com a espera e os que a espera da esperança…
– Atenção!!! – grita alguém – O puto falou…
– O que disse, o que disse, desembucha!, replicam em uníssono diversos corpos.
– Está tudo explicado, meus amigos… – investe rapidamente o anunciante. – Foram dois Power Rangers que desertaram da televisão, aí está a explicação para o fenómeno.
Nos dias seguintes várias medidas de precaução foram tomadas para evitar a fuga de mais super-heróis. Houve reuniões de emergência, incremento de segurança, escutas telefónicas… não se poderia permitir mais que se roubasse as ilusões que alimentam as crianças e com que inevitavelmente crescem. As buscas pelos dois Power Rangers desaparecidos foram intensas, quase todos os cantos, mesmo os mais recônditos, foram passados a pente fino, no entanto o resultado foi nulo. Aparentemente souberam camuflar-se camaleonicamente. Fontes fidedignas, dizem que se transformaram num grupo de músicos-jovens-agitadores que se auto intitulam de Lobster – um na bateria e o outro na guitarra. Dizem que musicalmente são algo parecidos aos Lightning Bolt, comparação óbvia por serem dois, ou aos Comets on Fire. Apesar de só tocarem instrumentais, digo eu que a comparação é capaz de ser redutora, há mais qualquer coisa ali… qualquer coisa a roçar uns Black Sabbath dos tempos de Vol. 4 (1972), uns Kyuss versão Blues For The Red Sun (1992), ou uns Gumball em qualquer período da sua carreira. Dizem também que são excêntricos. Excentricidade demonstrada em diversos palcos, mas que não se assemelha a um hiper-exagero. É antes algo genuíno, humilde, libertário em que não se deslumbra qualquer tipo de ensaio ou pré-encenação. Muita gente parece confirmar isso. Afirmam que os dois músicos, com as suas 'rajadas' instrumentais, electrizam todos os que lhes circundam sem excepção. E eles não se enrijecem com a sua actuação, partilham-na convidando os presentes a misturarem-se consigo em momento simbiótico. O que faz todo o sentido quando se foge à autoridade.
Parece que é assim que têm sobrevivido e escapado ao encarceramento televisivo.
Fast Seafood, com seis belas histórias, onde Farewell Chewbacca e Colours são das mais marcantes, é o registo desse percurso fugitivo de alguém que se cansou de 'combater o crime', mas que continua a «lutar por uma cena menos elitista, menos viciada, sem tantos chefes. Espalhar diversão por aí, fazer com que as pessoas se mexam. Há muito vilões por aí a precisarem de uma lição». Só esperemos que nunca sejam apanhados.

M.Montenegro

sexta-feira, outubro 20, 2006

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Coabito na ambiguidade da essência
É noite, e no meio de todos os silêncios persegue-me a voz do impossível que me faz sentir perdido do farol, e deixa-me à mercê desta tempestade que é o pensamento e entre a bruma da minha alma e o impudor da natureza, transforma-se-me as dúvidas em certeza.
São ideias sem nexo, no infinito e silencioso caminho para propósitos incompletos, é um destino constantemente abandonado, pela impaciência do Ser Humano, que não sabe ser útil e vive na incerteza do êxtase, mas antecipo-me, e numa sociedade de sensações desencontradas, jogo de uma forma quase normal e instintiva os bocados desta vida contra um ponto de apoio para a inteligência, pois é com a ausência da luz natural, que a lua nos bafeja, de uma forma suave nas esquinas de todas as ruas, e deixa-nos acessível à imaginação o aroma das paisagens, o carinho das flores, a brisa de um sonho … é um privilégio vindo da natureza.
E é nesse privilégio que ressuscito após uma teia de hora alucinadas e cada vez mais estranhas, onde o peso latente na chuva e no vento deste sofrimento, que mesmo a dormir mantém-me acordado, nesta madrugada, onde olho o perfil das artérias do universo.
Interrogo-me, será espanto ou espasmo?
Escuto, será ternura ou luta?
Seja o que for, é de letras, sílabas, palavras, frases que a escrita nasce, escrita essa que há-de ser um grito, e nunca um murmúrio, que será o transporte do Ser Humano para o infinito.
Eu, já não sei qual é o caminho, nem se a vida tem que ser sempre a mesma cruz e os dias sempre os mesmos espinhos, mas neste trilho infindável, acendo os meus olhos à aventura, sacio o meu desejo de ser mais, voo na loucura do meu grito que é ainda maior que o infinito, liberto-me das agonias e assombros próprios das noites escuras, caminho firme e com vigor sem desprezar nem maldizer a dor, dor inútil e vencida pela onda da revolta, que me leva à procura de um sonho, de uma ilusão ou quem sabe, mesmo de um encanto, nesse fantástico reino em que eternamente passo as noites à espera de uma aurora.
Tenho a certeza de que nada servem se for para morrer nesta ansiedade, de querer acabar com o espaço e o limite, que separa a alma do coração, que separa as bocas de se encontrarem, e abrirem o supremo caminho da alegria para viver, e como é uma onda suprema o que me invade, que me faz sentir o pulsar nas veias desse beijo de fogo que a volúpia encerra, resta-me despir a tristeza inútil que me invade, e ascender para alem do que vejo, ir ao mais fundo abismos dos rochedos, onde se encontra escondida a chama dos segredos, mas perco-me nas brumas do desejo, que ateio com a vertigem da ansiedade, que vai para alem da vida e da saudade, mas como são loucos os sonhos, nas suas olímpicas montanhas, ultrapassando as leis universais, devemos abrir-lhes os braços e não deixa-los a soluçar em vão, porque não quero ter pena de não viver todos os sonhos e ilusões, por isso, a minha vida há-de ser alucinada e forte, resumo-a a um beijo…
R.R.

segunda-feira, outubro 16, 2006

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Boris - Pink (2005)


A Southern Lord, a editora de Stephen O´Malley dos Sun o))), deve ser, neste momento, uma das editoras com mais carisma no mundo underground das sonoridades mais pesadas e extremas. Por lá andam os Earth de Dylan Carson, veteranos da cena drone, os Probot do ex-Nirvana Dave Grohl, os Mondo Generator do ex-Kyuss e Queens of The Stone Age, Nick Olivery, e outros menos conhecidos tais como os Church of Misery ou os Thrones de Joe Preston, antigo baixista dos Melvins.Entrincheirado na Southern Lord está também um trio de japoneses alucinados, que foi buscar o seu nome, precisamente, a uma música dos Melvins. São os Boris. Os Boris são quase uns desconhecidos no universo rock, apesar de lançarem discos desde 1996. Tal facto será compreensível, dada a inflexão que fazem a cada registo que lançam. Cada álbum dos Boris é sempre algo único e, sempre, surreal e inesperado, forjando caminhos novos a cada experiência.
Pink, o novo registo da banda, não foge a essa tradição experimentalista – a diferença é que a banda deixou de lado o improviso completo passando apostar no elemento canção, embora nunca deixando para trás essa veia jamming, tão pitoresca nos nipónicos. A julgar pelas reacções da crítica musical, a mistela resultou em cheio. No nosso cantinho também a Mondo Bizarre se lembrou de incluir os Boris no seu rol de críticas, rematando «…tudo no ponto, naquele que é um dos melhores registos rock pesado de tempos recentes.» Não poderia estar mais de acordo. Se juntarmos a boa recepção de alguma imprensa musical aos concertos esgotados mais recentes da banda na Europa e Estados Unidos, então a banda acertou no jackpot.
Muito bem. E então quais são as compotas que barram Pink? Perguntarão os mais interessados em 'deitar o ouvido ao álbum' (nova expressão popular acabada de inventar, acidentalmente). Pink pode ser qualquer coisa tipo psicadelismo fuzz, drone punk-rock, heavy(ultra)stoner… ou simplesmente acid rock. Pink funde ritmos rock, com energia fuzz e psicadelismo à anos 60, borrifando isso com infusão de melodia semi-cantarolável. Inevitavelmente, aqui, vão encontrar os Melvins, influência seminal dos Boris – quem ouvir a faixa número cinco, Blackout, facilmente se aperceberá disso. Para além destes, será fácil estabelecer comparações com os Earth, Kyuss, Mudhoney, Jimi Hendrix ou Stooges. Os riffs de sabor velho (neste caso isso não tem nada de mal, como o Vinho do Porto: quanto mais velho, melhor sabe), as linhas de baixo pulsantes e bateria espasmaticamente selvagem, dão azo para esgodar os Boris com as bandas referidas anteriormente. A primeira música, Farewell, é, no entanto, um falso começo para entrar em Pink, pois parece qualquer coisa composta pelos aborrecidíssimos Sigur Rós. A verdadeira entrada é a segunda canção, Pink, e que pode muito bem ser a melhor de todo o registo, a par de Six, Three Times, a faixa mais punk de todo álbum, completamente embebida numa trip de ácido Ramones/Stooges. Depois há a viciante Nothing Special ou Afterburner, um tributo stoner rock.
Stephen O'Malley confirmou a sua perspicácia indo buscar os Boris para a Southern Lord. Eles fazem pular qualquer indivíduo sedento de rock agressivo. Aqui não é necessário qualquer tipo de drogas para se ondular freneticamente: a música é a droga. Não se deixem enganar pelo ar aparentemente fofo do grafismo que embrulha Pink, ele é tudo menos isso. Pode ser doce, mas não tão adocicado que possa provocar azia ou náuseas, pelo contrário, é um doce de adrenalina rock a devorar.
Nota: Pink tem data de edição de 2005, mas apenas teve edição europeia em Março deste ano, 2006. Aliás, existem várias edições: Europeia, North América e Pacif Rim (2 x LP).

M.Montenegro

sexta-feira, outubro 13, 2006

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Aqui

Aqui, dentro de mim, quase grita a vida que vivo, sinto o meu corpo mais consciente, mas a minha mente continua intermitente, entre a realidade da minha consciência e a realidade da gente em movimento. Sobrevivo ao momento, suavemente estagno na imensidão da eternidade, e continuo desatento ao eterno presente, ás vidas que ignoro e que me ignoram, à igualdade dos povos e suas culturas, ao mendigo a descansar, aos vultos que trabalham todos os dias, de sol a sol, e mal tem espaço para desejar viver outras paisagens. A alma esquece o momento que embriaga, fecha os olhos à consciência do sentir, desejo e tédio, no corpo inerte que não sabe o que é viver. Mas isto de sensações só vale a pena se for verdade o que se sente, porque é tanta a mania de sentir, que mesmo as sensações que se não recebe, já pertencem ao modo de existir, mas há tanta coisa mais interessante que o melhor é mesmo concluir, e ficar com a vã memória.
R.R.

quarta-feira, outubro 11, 2006

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João Cabral de Melo Neto 1920-1999
Nasce no Recife (Brasil). Prémio Camões em 1990.
Uma das maiores figuras do panorama literário brasileiro.
Tecendo a Manhã

1. Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

2. E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
João Cabral de Melo Neto
p.g.

segunda-feira, outubro 09, 2006

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Slayer - Christ Illusion (2006)

Falar em Slayer significa, automaticamente, chamar a atenção de qualquer fã de Metal. Pois eles estão de volta. E os fãs de Metal, por esta altura, já devem estar a praticar exercícios de headbanging em dose considerável escutando Christ Illusion. Durante o Verão muito se especulou sobre a data de saída do novo lançamento, e obviamente a data de 6/6/06 foi imediatamente sugerida pelos mais esganados sensacionalistas, fazendo alusão ao mito Maia sobre o apocalipse do mundo. Claro que tal não aconteceu, (os tais esganados defenderam-se logo: que o atraso se deveu a problemas durante as gravações), acabando o disco por ser lançado nos Estados Unidos a 8 de Agosto. Nessa história também se inclui uma mudança no nome do álbum, que estaria para ser The Final Six, e por causa do tal atraso mudou para Christ Illusion.
Factor de interesse óbvio é (e que factor!!!) o regresso do baterista Dave Lombardo à banda, que nesse período fez companhia aos Fantômas de Mike Patton e Buzz Osbourne (dos Melvins), entre outras colaborações. Depois de Seasons in The Abyss (1990), Dave Lombardo e os Slayerentraram em rota de colisão, tendo com isso seguido a banda uma trajectória descendente, coincidentemente. Diabolous in Musica (1998) e God Hates Us All (2001), claramente, não atingiram o carisma alcançado por anteriores lançamentos, instalando-se alguma descrença entre muitos dos fiéis seguidores da banda. Assim, 16 anos depois, temos a formação original dos Slayer e daí que se tenham criado grandes expectativas com Christ Illusion.
Os thrashers da costa oeste sempre me lembram um pouco os AC/DC pelas poucas inflexões estilísticas que praticam na sua sonoridade típica. Durante a vida dos Slayer a fórmula de composição e trabalho parece nunca ter mudado e Christ Illusion é um álbum que em tudo tem estampado a imagem de marca da banda e à qual os seguidores estão habituados. O grafismo permanece extremo e sugestivamente violento (nos Estados Unidos a capa original foi censurada); as letras anti-religiosas estão estrondosas como nunca; Tom Araya continua a gritar que nem um animal louco; os solos ultra-rápidos de Kerry King metodicamente contrastam com os mais melódicos de Hanneman; em suma – 'o peso' está lá todo, Ritual De Lo Habitual.
Christ Illusion não é um exercício de criatividade acentuada, sendo que comparado com clássicos como Reign in Blood, de 1986, logo se denota que está a anos-luz e de maneira nenhuma está em posição de reinventar a banda e a sua sonoridade. No entanto, o novo registo consegue ser um exercício muito mais poderoso, destrutivo e agressivo que os dois anteriores lançamentos e poderá muito bem ser o melhor álbum dos Slayer desde Seasons in The Abyss (1990). Para isso em muito terá contribuindo o regresso do baterista Dave Lombardo, que trouxe um novo fôlego às composições através do seu estilo orgânico – algo que faltava ao anterior baterista Paul Bostaphs, sendo este nitidamente mais rígido e mecânico.
As grandes etiquetas mais ligadas às sonoridades pesadas como a American Records, Roadrunner Records ou a Warner Brothers parecem explorar o universo underground de tal forma que ainda fazem acreditar os seus consumidores que o Metal continua num estado de pureza e liberdade que o desacorrenta de qualquer tipo de obrigação. A verdade é que estas etiquetas ditam em grande parte dos casos a maneira como as bandas se devem vestir, comportar e o que dizerem em entrevistas para que o negócio corra a 100%. Os Slayer parecem também ter apanhado este comboio, o que me entristece, sendo eu um ouvinte de longa data da banda. A colaboração de Kerry King com os raquéticos Sum 41 e outras atitudes mais estranhas da banda são provas mais que suficientes. – Para uma crítica isenta pareceu-me honesto dizer isto – Olhando para as letras disso mais fico convencido, onde Cult é um bom exemplo: «Religion is hate, Religion is fear, Religion is war. Religion is rape, Religion's obscene, Religion's a whore. There is no fucking Jesus Christ, There never was a sacrifice, No man upon the crucifix, Beware the call for purity, Infections their facility, I've made my choice, 666!»; quando já quase toda a gente percebeu que a religião é um instrumento político e não o contrário, a escrita parece assim feita para o espectáculo.
Tirando este último aspecto tudo parecia ser quase perfeito, mas também isso não seria nada de estranhar, basta olhar para o exemplo semelhante (e mais degradante) dos Metallica ou de Ozzy Osbourne. De qualquer modo, a música continua intensa e vibrante. Os Slayer já não são o que eram – sim, e há que aproveitá-los enquanto andam por aí.

M.Montenegro